quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Os teus olhos

Porque não choras quando te dói?

Porque te escondes por trás de uma força que não queres ter?

Os teus olhos atentos e brilhantes

Já não brilham como dantes

E, ao fecharem-se, calam os ais

Das palavras que, como punhais,

Te feriram o olhar.

Não te escondas mais!

Revolta-te, grita

E agita

A terra por baixo dos teus pés;

Reclama

Até com o chão que te sustenta,

Com o corpo que carrega a alma,

Depois, volta a ficar atenta

E calma…

Que o brilho dos teus olhos volte

E não parta nunca mais!

Ontem estive a ler as tuas cartas. A minha dúvida faz-me mal. Parece que há algo a forçar-me a entender, afinal, qual o perigo que carregamos. “O simples facto de sermos é bastante”, mas… É verdade que não preciso de palavras para isto que a gente tem, mas… Às vezes, ferem-me, as tuas palavras, e eu tento defender-me delas, mas, com as defesas, surge a dúvida, que, tantas vezes, me faz falhar. You should read my mind! Why don’t you? Do you?!

Que foi que aconteceu? Que é feito de nós? De onde veio este pouco “à vontade” para dizer que gosto de ti?

Reparo agora que são só perguntas… que treta de reflexão a minha que, em vez de conclusões, só gera mais dúvidas! e eu, sem saber como ou com quem esclarecê-las…